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Companhia aérea Low Cost Easyjet deixa de voar para os Açores em Outubro



A companhia aérea "low cost" vai voar pela última vez para Ponta Delgada em Outubro. A falta de disponibilidade de aviões para garantir uma "oferta de qualidade" e o aumento da concorrência justificam a decisão.

A Easyjet vai abandonar os Açores, deixando assim de voar para Ponta Delgada no final de Outubro. O anúncio foi feito esta quinta-feira, 23 de Março, por José Lopes (na foto), responsável da companhia aérea "low cost" para o mercado português.

A decisão é justificada em parte pelo aumento da concorrência, nomeadamente da Ryanair, que também faz a ligação à ilha dos Açores. À lista juntam-se também os reforços de operação anunciados pela TAP e SATA, que operam a mesma rota.

A Easyjet começou a voar entre Lisboa e Ponta Delgada a 29 de Março de 2015, dando início à liberalização do espaço aéreo açoriano.

"Com o aumento da concorrência, não vai existir um impacto negativo" para esbater os níveis de insularidade, acredita José Lopes. O responsável explica que a companhia não sai pela baixa ocupação dos voos. "Parte da culpa é da nossa conjuntura, que não temos mais capacidade de oferta", explica.

Para garantir uma "oferta de qualidade", a Easyjet acredita que teria de disponibilizar dois voos diários para Ponta Delgada. Neste momento, tem quatro voos de ida e volta por semana nesta rota. "Não temos disponibilidade de avião", diz o responsável.

Até porque a companhia tem previsto um reforço para o próximo Inverno em outros quatro aeroportos, com um aumento de 7% no número de lugares disponíveis. Em Lisboa há reforço nas ligações a Bordéus, Londres Luton, Lyon e Zurique. No Porto, a aposta é em Genebra e Londres Gatwick.

Faro assiste ao surgimento de duas novas rotas, para Nice e Lille, a que se junta o reforço em Londres Luton, Bristol e Paris. No Funchal, a rota para Basileia também cresce. Com estas novidades, a companhia aproxima dos 600 os seus voos semanais nas rotas portuguesas, metade dos quais no aeroporto de Lisboa.

O Governo Regional dos Açores, através do secretário regional dos Transportes e Obras Públicas, reagiu ao início da tarde. "Isso é uma situação que, não sendo desejável, decorre da competitividade de cada uma das empresas", declarou Vítor Fraga, lembrando ainda que este se trata de um mercado aberto.

in jornaldenegocios.pt

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