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"O Açoriano" da Casa Branca





O luso-descendente de origem açoriana Pete Souza, que passou os últimos oito anos como fotógrafo oficial da Casa Branca, contou na rede social Instagram, que Barack Obama o chama de "o açoriano".

"Durante oito anos, o meu patrão referiu-se a mim (...) como o açoriano. Os meus dois pares de avós nasceram nos Açores, ilhas portuguesas no meio do Atlântico", lembra na publicação.

"Acho que ele achava cool porque nunca tinha conhecido ninguém dos Açores. Acontece que o seu diretor político no segundo mandato, David Simas, e o seu Secretário de Energia, Ernie Moniz, também tinham raízes açorianas. Tornou-se ainda mais cool ser açoriano", conta o fotógrafo.


For eight years, my boss has referred to me, I think with reverence, as the Azorean. Both sets of my grandparents were born in the Azores, Portuguese islands in the mid Atlantic. I think he thought it was cool since he had never met anyone from the Azores. Then it turns out that his political director in the second term, David Simas, and his Energy Secretary, Ernie Moniz, also had Azores roots. So it became even cooler that I was Azorean. This past November, it just so happened that Air Force One was refueling in the Azores as we traveled from Greece to Peru. The President, who usually doesn't disembark from the plane during refueling stops, told the Secret Service he was going to get off the plane to "take a picture with Pete." And then, because of the beautiful setting, we walked around the tarmac for 90 minutes. Thanks to my colleague Chuck Kennedy for snapping this photo. Disclosure: the wind was blowing my shirt open.
Uma foto publicada por Pete Souza (archived) (@petesouza44) a

O texto acompanha uma fotografia tirada na Base das Lajes, em novembro, altura em que Barack Obama fez uma escala técnica na ilha Terceira no regresso da sua última viagem como Presidente dos Estados Unidos à Europa.

"O Air Force One estava a reabastecer nos Açores enquanto viajávamos da Grécia para o Peru. O Presidente, que normalmente não desembarca durante paragens de reabastecimento, disse aos Serviços Secretos que que ia sair do avião 'para tirar uma fotografia com o Pete'. E depois, devido à linda paisagem, acabamos a caminhar na pista por 90 minutos", lembra, agradecendo a fotografia a um elemento da sua equipa, Chuck Kennedy.

Souza, de 62 anos, foi nomeado para o cargo na Casa Branca em 2008, onde já tinha estado como fotógrafo oficial de Ronald Reagan.

O luso-descendente conheceu Barack Obama em Janeiro de 2005, no primeiro dia do então senador no Capitólio. Souza, que trabalhava para o Chicago Tribune, documentou o primeiro ano de Obama no Senado, bem como as suas viagens a sete países. O resultado desse trabalho foi compilado no livro "The Rise of Barack Obama", que integrou a lista de "best-sellers" do New York Times.

Neto de emigrantes açorianos, Pete Souza conta no currículo com trabalhos publicados na National Geographic, Fortune e Newsweek.

Como fotojornalista esteve também, após o 11 de Setembro, entre os primeiros jornalistas que cobriram a queda de Cabul, no Afeganistão, onde chegou depois de ter cruzado as montanhas Hindu Kush a cavalo com quase um metro de neve.

Admirador de Sebastião Salgado, Henri Cartier-Bresson, David Halberstam e Bruce Springsteen, Pete Souza disse à Lusa, numa entrevista em 2008, alimentar o desejo de um dia regressar aos Açores para poder registar em imagens a vida no arquipélago. "Em 1988, acompanhei o meu tio numa visita à ilha onde nasceram os meus avós. É um lugar maravilhoso. Espero regressar", disse na altura.

Natural de South Dartmouth, Massachussets, Pete Souza graduou-se com distinção em comunicação social na Universidade de Boston e obteve um mestrado em jornalismo e comunicação de massas na Universidade de Kansas.

in tsf.pt

Açoriana entre vencedores de concurso de moda francês


A designer de moda Susana Bettencourt é uma das vencedoras da edição deste ano do prémio OPENMYMED, atribuído pela Maison Méditerranéenne dês Métiers de la Mode (MMMM), que pretende descobrir e acompanhar novos criadores, foi hoje anunciado.

Os nomes dos 20 vencedores, escolhidos pelo público de uma pré-seleção de 40, da qual constava também o português Luís Carvalho, foram hoje divulgados no site da MMMM. A sétima edição do prémio teve 156 candidatos de 19 países.

Susana Bettencourt, 31 anos, é natural de Lisboa, mas passou parte da infância e adolescência nos Açores. Viveu em Londres durante 10 anos onde fez uma licenciatura na escola de artes Central Saint Martins e um mestrado na London College of Fashion.

A designer de moda aprendeu em criança técnicas de artes açorianas, como o croché, a renda de bilros, a malha de tricô, a escama de peixe e o bordado a ouro, que aplica nas peças que cria. As coleções de Susana Bettencourt já chamaram a atenção de artistas internacionais como Rita Ora, Alexander Burke e Lady Gaga.

"A Lady Gaga apareceu na minha coleção de mestrado, tinha acabado de sair da faculdade, fui destacada para apresentar no Victoria and Albert Museum e foi lá que a equipa dela viu o desfile e quis tirar algumas peças. Foram emprestadas peças e depois ela quis algumas exclusivas que desenhei e desenvolvi só para ela. Foi a minha primeira compradora", recordou Susana em declarações à agência Lusa em julho de 2015.

Fonte: AO

Os nomes na Graciosa




Às vezes jogo golfe com um Agnelo, outras com um Vielmino. Sou capaz de atravessar a ilha por uma sopa da Tia Urânia e, de sua graça, a mãe de um amigo meu é Olgiva. 

Ocorre-me escrever sobre tão extraordinários nomes, mas depois esbarro nos da ilha Graciosa, aqui mesmo ao lado. Seria injusto. A Graciosa é campeã nacional dos nomes, bom, extraordinários. 

Na Graciosa, há Adalgiras, Anatazitas e Assuínos, Basilissas, Belmas e Brivaldos. Pais chamaram às filhas Calmerina, Cisbélia ou Crispolina e avós passearam na rua netos com nomes como Dalva, Dénio ou Dilermando. 

E não só. Na onomástica graciosense, existe Eldar, Eutímio e Ezulina, assim como Felicíssimo, Firmilindo e Florgêncio; existe Gabínio, Gibela e Gudeberta, do mesmo modo que Hercina, Herma e Higénio. 

Algumas pessoas chamam-se Iglantina, Iraílda ou Irzelindo e outras Jacímia, Jovina ou Jurelma. Leobertos, Lernos e Lourinas cruzam-se na rua com Nectários, Neogénios e Nunados, enquanto Obulinas, Orfílias e Ovinas – sim, Ovinas – andaram na escola com Parménios, Polígenas e Porfírias. 

Quelmindas e Rosindos. Senhorinhas e Sensitivas. Tomazinhas e Ulurinas – há de tudo. Unerinas. Urbínias. Venerandas. Viminas. Fica o catálogo para as grávidas de todo o país. 

Naturalmente, Assuíno e Higénio só aconteceram porque o funcionário do registo tinha acabado de chegar do almoço. Mas eu, percebendo de onde vem “Higénio”, nem quero imaginar o que pretendiam chamar ao Assuíno. 

Isto põe bem em perspectiva a criatividade dos nossos pais. Carlas, Sandras e Sónias não eram grandes soluções, mas sempre passam melhor do que Telestinas, Neogénios ou Odeltas. 

De resto, prefiro-os todos, os nossos, os dos nossos pais e todos os da Graciosa, a esta profusão de Igors e Jéssicas que agora anda aí.

Por Joel Neto

Açores: Grupo Ocidental – A magia do Atlântico

Os Açores são ainda um paraíso desconhecido para muitos portugueses. Embarca numa viagem mágica a um Portugal mais atlântico e tão diferente do resto, mas que está agora ao alcance de todos. Neste artigo a viagem será até ao grupo ocidental composto pela ilha das Flores e pela ilha do Corvo.


©António Luís Campos

O Atlântico infinito desliza por debaixo de nós, fluído, aparentemente uniforme, absolutamente plano, com incontáveis declinações de azul, do índigo ao bebé. Os reflexos adornam-no, ora subtis, ora intensos, num bailado incessante com as sombras ditadas pelas nuvens que nos acompanham nesta viagem, rebeldes, sem ordem e que o acaso projecta na sua superfície. Ao longe, primeiro como se tratasse de uma miragem ou da distorção da diminuta janela da aeronave, agitada pela trepidação de enormes hélices que nos fazem duvidar, sem motivo, da adequação deste aparelho voador a meteorologias tão instáveis, surgem duas pequenas irregularidades no horizonte perfeito. Os minutos escoam-se, inquietos, acumulando-se no relógio de pulso, par a par com as pulsações no coração, materializando a antecipação da chegada ao Grupo Ocidental do arquipélago dos Açores. É quase palpável a excitação. Flores e Corvo. Duas palavras curtas, significativas para qualquer açoriano, pertencentes a um léxico comum na língua portuguesa, que ali aportou no longínquo ano de 1452 pelas caravelas dos navegadores Diogo e João de Teive, pai e filho respectivamente, numa expedição à Terra Nova. A sua localização coloca-as como a fronteira ocidental da Europa, quase a meio caminho entre os continentes europeu e americano. Até aqui a dualidade e o contraste se tornam evidentes: geologicamente estão já na placa continental americana, mas politicamente pertencem ainda à União Europeia.

©António Luís Campos


Ilha das Flores

Ao aterrar em Santa Cruz das Flores – é possível viajar também por via marítima, no Verão, mas a viagem é longa e só os adeptos de navios costumam optar por tal solução – somos brindados à chegada pela humidade tépida que empresta à ilha um ambiente semi-tropical e a torna a mais húmida e verdejante deste arquipélago, famosa por cascatas que nunca secam ao longo do ano e pela vegetação luxuriante que terá estado na origem da sua toponímia.
“A chuva é uma presença familiar, mas torna-se um gosto adquirido, e raramente de forma verdadeiramente intrusiva, pelo menos no Verão. Primeiro estranha-se, depois entranha-se. Literalmente…”

Conhecer verdadeiramente a ilha obriga a botas de trekking e um bom casaco impermeável. A chuva é uma presença familiar, mas torna-se um gosto adquirido, e raramente de forma verdadeiramente intrusiva, pelo menos no Verão. Primeiro estranha-se, depois entranha-se. Literalmente, neste caso! Estamos na ilha mais selvagem, pela orografia acidentada, pelo clima agreste e, consequentemente, pela reduzida (e em decréscimo acentuado) demografia. São menos de 4000 almas que se distribuem por dois concelhos – Lajes das Flores e Santa Cruz das Flores – os principais pólos urbanos, que conta com uma área total de 141km2. É por isso a Natureza que impera e é por ela que nos teremos de embrenhar para conhecer este território!

 ©António Luís Campos


As cascatas são o maior ex-libris das Flores! Pela elevada precipitação que ocorre na ilha, o manancial que alimenta as lagoas e ribeiras nunca se esgota. Sendo uma ilha bastante alta para a dimensão (o pico mais elevado é o Morro Alto, com 914m de altitude), as pendentes são fortes. Em nenhum local esse facto é mais poderoso que na costa Oeste, no conjunto de pequenas ribeiras que escorrem encosta abaixo, com uma surpreendente urgência, confluindo da Lagoa das Patas, também conhecido como Poço da Alagoinha, um dos postais mais emblemático dos Açores! Para aqui chegar, só a pé. O carro (ou bicicleta, uma sugestão fortemente recomendada para os mais atléticos) fica na beira da estrada. Um curto e pedregoso trilho, sempre a subir, leva-nos através da floresta até às margens da pequena lagoa. Num dia bom, sem vento nem chuva, o espelho é perfeito e facilmente nos julgamos perdidos no paraíso. Mas esta é apenas uma das múltiplas lagoas, maioritariamente espalhadas pela zona alta da ilha. Os nomes são elucidativos e denotam a génese vulcânica dos Açores, crateras de antigos vulcões que, após as erupções que moldaram a ilha, se encheram de água: Caldeira Funda, Rasa, Branca, Seca e por ai em diante… Para as visitar, duas opções: percorrer simplesmente, e devagar, a estrada que atravessa a ilha pela zona mais alta. Ou, uma vez mais, trilhar alguns dos muitos percursos pedestres de pequena rota (PR) homologados que cruzam as Flores e nos permitem conhecer recantos de outra forma inacessíveis. Por todos estes motivos o trekking é, a par do canyoning, uma das actividades de exteriores mais populares aqui, atraindo adeptos de ambas as modalidades de origens bem longínquas.

©António Luís Campos

No lado Oeste da ilha, pela estrada que serpenteia pela encosta abaixo, há um monumento natural que se destaca na paisagem, emoldurado na Primavera e Verão por milhares de hortênsias em flor: a Rocha dos Bordões! A formação geológica, com dezenas de linhas verticais de origem vulcânica, parece desenhada na falésia! Continuando a descer, tomamos rumo em direcção à Fajã Grande, onde a estrada acaba. Mas não sem antes fazer um pequeno desvio, para visitar a aldeia da Cuada. A pé, uma vez mais, entramos numa viagem no tempo, para trás e para a frente. Passamos a explicar: a Cuada transformou-se numa unidade hoteleira a céu aberto, talvez o mais bem sucedido exemplo de turismo de aldeia em Portugal. Abandonada em meados do século passado pelas sucessivas vagas de emigração que assolaram os Açores, foi lentamente sendo adquirida e recuperada por Teotónia e Carlos Silva, um casal visionário que se recusou a aceitar o fado a que parecia destinada. Casa a casa, a aldeia ressuscitou, e são hoje os turistas que aqui se alojam que lhe trazem de novo vida.

Mas o destino desta jornada é mesmo a Fajã Grande: a localidade mais ocidental da Europa! Ao chegar, instalamo-nos confortavelmente no bar Maresia, afundados num dos sofás vintage a quem a idade não parece fazer mossa, a poucos metros do oceano, que marulha suavemente. Aqui o bom gosto musical casa–se em harmonia com a tranquilidade que a vista proporciona. O entardecer toca a perfeição! E ali, a poucas centenas de metros, o ilhéu de Monchique ergue-se, orgulhoso, como o último território europeu antes do vazio que só terminará do outro lado do Atlântico, na costa norte-americana.

Mais abrigada das tempestades que vêm do mar aberto, a costa Leste da ilha abriga a maioria das localidades. Aqui a tradição baleeira ainda se sente, seja no museu, instalado da antiga fábrica, seja pelas conversas que, num banco de jardim ou ao balcão de uma tasca, vão surgindo inesperadamente. São cada vez menos as personagens desta história centenária capazes de a relatar na primeira pessoa. A última baleia foi caçada nos Açores em 1987, e por isso só os mais jovens baleeiros são ainda hoje vivos. Mas o entusiasmo patente no brilho do seu olhar não engana e é com paixão que contam (e que ouvimos) as aventuras e desventuras desta perigosa actividade que se vai perdendo nas brumas do tempo e que, no momento presente, temos o privilégio de escutar pela última vez… Mais acima, na ponta norte da ilha, o farol do Alvernaz ergue-se como um gigante protector. As arribas que se erguem aos seus pés fazem-no parecer liliputiano, paradoxalmente. De lá, o olhar é magneticamente atraído para o rochedo verde que se perfila na linha de horizonte, à direita. É ela, a mais diminuta mas curiosamente famosa ilha açoriana, o Corvo.

©António Luís Campos


Ilha do Corvo

Considerada por muitos uma mera curiosidade, digna apenas de uma visita de um dia, um toca-e-foge a partir das Flores, na realidade esconde um encanto muito próprio e que, para ser genuinamente apreciado, necessita de espírito aberto de parte do visitante. O Corvo tem várias peculiaridades: uma única localidade, o único local do país em que não existe freguesia, uma única estrada, sem saída. Uma escola, uma farmácia, um hotel, um aeroporto, um porto, uma praia. Praticamente tudo é único. Incluindo os seus 430 habitantes, com uma taxa de crescimento demográfico positiva, em contraste com a norma na maioria das restantes ilhas.
“O Corvo tem várias peculiaridades: uma única localidade, o único local do país em que não existe freguesia, uma única estrada, sem saída. Uma escola, uma farmácia, um hotel, um aeroporto, um porto, uma praia. Praticamente tudo é único. Incluindo os seus 430 habitantes…”
O que parece aparentemente pouco, num território com apenas 3,5km de diâmetro, torna-se muito para quem fica. O contacto humano é provavelmente a experiência que mais marca quem aqui se detêm. Ao fim de umas horas os rostos começam a tornar-se familiares e a conversa solta-se se para tal estivermos disponíveis. É natural, não há muito para onde ir. Os poucos cafés vão-se enchendo com o avançar do dia, à medida que as tarefas do quotidiano vão sendo completadas. Aqui quase todos têm vários “trabalhos”, para além do emprego oficial, que acabam por passar muitas vezes pelo campo: seja a plantar a horta, seja a criar animais que darão ovos, leite e carne ao longo do ano. Nem sempre por necessidade, mas induzidos por uma ligação natural à terra, numa terra que se moldou e habitou a ser autónoma, quando a intempérie corta todo o contacto com o exterior. Embora hoje tal seja raro e não dure mais que uns dias, há algumas dezenas de anos podiam ser semanas ou mesmo meses até que um barco aportasse à ilha.

©António Luís Campos

Incontornável é a subida ao Caldeirão, a principal atracção paisagística da ilha. A caldeira perfeita conta com uma lagoa em que, com bastante imaginação, se podem vislumbrar todas as ilhas dos Açores, em miniatura. Ou um pato deitado! Do lado oposto à estrada que chega até à sua orla está a mais alta falésia marítima da Europa, com uma vertical de várias centenas de metros até ao nível do mar. O Morro dos Homens, com uma altitude de 718m, é o pico mais elevado, visível à distancia. O trilho que percorre o Caldeirão é sem dúvida uma das caminhadas a fazer nos Açores. Descer até à vila a pé será a continuação natural deste percurso.
“Incontornável é a subida ao Caldeirão, a principal atracção paisagística da ilha. A caldeira perfeita conta com uma lagoa em que, com bastante imaginação, se podem vislumbrar todas as ilhas dos Açores, em miniatura.”
À nossa espera poderá bem estar a Kathy Rita, uma extrovertida corvina nascida nos Estados Unidos e que regressou às origens com os pais há 25 anos atrás, actualmente comandante-em-chefe da guest house Comodoro, sempre disponível para nos contar as divertidas peripécias de uma adolescente americana aterrada em plenos anos 80 na Vila do Corvo. Nas suas ruas apertadas vemos painéis solares, antenas parabólicas e publicidade à fibra óptica! Estamos num autêntico laboratório social, e esse é um dos encantos desta ilha. A malha urbana da zona histórica, onde apenas pessoas, cães e gatos conseguem penetrar, com as suas vielas sombrias e contrastantes casas pintadas de branco, permite vislumbres aqui e ali do mar, do porto e das Flores, ao fundo. Mais abaixo, a costa, rendilhada, é encabeçada por moinhos de vento, lembranças de tempos de outrora em que era a própria ilha a produzir os seus cereais.

Nestas ruas encontramos pessoas com histórias de vida longas e ricas, como Inês Mendonça, a artesã que mantém viva a tradição dos gorros do Corvo, ou o seu marido, que constrói ainda fechaduras de madeira ou ainda José Freitas, um pescador que quotidianamente sai para o mar. E é com um sorriso que recebem os forasteiros, à medida que o sol cede à gravidade aparente e ameaça afundar-se num mar de azeite, resplandecentemente dourado. A pequena praia de areias negras no topo da pista do aeroporto surge então como um oásis líquido ao fim do dia, ao fundo da maior recta da ilha. Crianças chapinham nas águas protegidas pelas rochas vulcânicas, enquanto várias pessoas, de trajes garridos, fazem o seu jogging vespertino, subindo e descendo as escadas de acesso ao areal. Não é tão diferente assim o quotidiano no Corvo, se aceitarmos o seu isolamento geográfico e todas as condicionantes que tal implica. Mas a experiência para quem o visita, essa sim, é única e permanecerá indelével!…

in momondo.pt

O fotógrafo e o presidente. Como passou a ser "cool" ser açoriano



Pete Souza publicou uma imagem com Barack Obama tirada na ilha Terceira

O lusodescendente de origem açoriana Pete Souza, que passou os últimos oito anos como fotógrafo oficial da Casa Branca, contou hoje, na rede social Instagram, que Barack Obama o chama de "o açoriano".

"Durante oito anos, o meu patrão referiu-se a mim (...) como o açoriano. Os meus dois pares de avós nasceram nos Açores, ilhas portuguesas no meio do Atlântico", lembra na publicação.

"Acho que ele achava 'cool' porque nunca tinha conhecido ninguém dos Açores. Acontece que o seu diretor político no segundo mandato, David Simas, e o seu Secretário de Energia, Ernie Moniz, também tinham raízes açorianas. Tornou-se ainda mais 'cool' ser açoriano", conta o fotógrafo.

O texto acompanha uma fotografia tirada na Base das Lajes, em novembro, altura em que Barack Obama fez uma escala técnica na ilha Terceira no regresso da sua última viagem como Presidente dos Estados Unidos à Europa.

"O Air Force One estava a reabastecer nos Açores enquanto viajávamos da Grécia para o Peru. O Presidente, que normalmente não desembarca durante paragens de reabastecimento, disse aos Serviços Secretos que que ia sair do avião 'para tirar uma fotografia com o Pete'. E depois, devido à linda paisagem, acabamos a caminhar na pista por 90 minutos", lembra, agradecendo a fotografia a um elemento da sua equipa, Chuck Kennedy.

Souza, de 62 anos, foi nomeado para o cargo na Casa Branca em 2008, onde já tinha estado como fotógrafo oficial de Ronald Reagan.

O lusodescendente conheceu Barack Obama em janeiro de 2005, no primeiro dia do então senador no Capitólio.

Souza, que trabalhava para o Chicago Tribune, documentou o primeiro ano de Obama no Senado, bem como as suas viagens a sete países.

O resultado desse trabalho foi compilado no livro "The Rise of Barack Obama", que integrou a lista de "best-sellers" do New York Times.

Neto de emigrantes açorianos, Pete Souza conta no currículo com trabalhos publicados na National Geographic, Fortune e Newsweek.

Como fotojornalista esteve também, após o 11 de Setembro, entre os primeiros jornalistas que cobriram a queda de Cabul, no Afeganistão, onde chegou depois de ter cruzado as montanhas Hindu Kush a cavalo com quase um metro de neve.

Admirador de Sebastião Salgado, Henri Cartier-Bresson, David Halberstam e Bruce Springsteen, Pete Souza disse à Lusa, numa entrevista em 2008, alimentar o desejo de um dia regressar aos Açores para poder registar em imagens a vida no arquipélago.

"Em 1988, acompanhei o meu tio numa visita à ilha onde nasceram os meus avós. É um lugar maravilhoso. Espero regressar", disse na altura.

Natural de South Dartmouth, Massachussets, Pete Souza graduou-se com distinção em comunicação social na Universidade de Boston e obteve um mestrado em jornalismo e comunicação de massas na Universidade de Kansas.

Fonte: DN

Acidente de um C-130 nas Lajes em 1984



Este acidente ocorreu em Abril de 1984, recordo-me do acidente estive no local a ver aeronave acidentada, por acaso encontrei estas fotos na internet.

Na época a aeronave acidentada, efectuava uma aterragem de emergência na Base das Lajes com uma avaria num ou em dois dos motores, após aterragem a mesma saiu da pista incendiou-se e foi-se imobilizar-se junto a uma habitação na freguesia das Lajes.
Felizmente não houve vitimas.



Angra Marina Hotel já está com a lotação esgotada para as Sanjoaninas





O Angra Marina Hotel de 5 estrelas situado em Angra do Heroísmo já está com lotação esgotada para a semana das Sanjoaninas. A noticia foi avançada pela página do facebook "Eu sou da Terceira" em que foi informada que estão acabar as obras nos quartos que estavam por acabar.

É uma excelente informação, pois agora com as viagens Low-Cost a ilha Terceira vai poder receber mais turistas e encher os hotéis.

Fotos