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Vulcão dos Capelinhos é monumento natural



Classificação invoca valores naturais, cénicos, culturais e históricos a preservar.



O Vulcão dos Capelinhos, na Ilha do Faial, nos Açores, está classificado a partir de hoje como um monumento natural. A classificação atribuída ao "território natural emerso mais recente de Portugal" é justificada com os "valores naturais, cénicos, culturais e históricos de relevância incontestável, cuja integridade deve ser preservada".

Publicada hoje em Diário da República, a classificação do Vulcão dos Capelinhos resulta de uma proposta do governo regional, aprovada por unanimidade pelo parlamento açoriano. O vulcão estava classificado desse 2007 como reserva natural.

A erupção que criou o vulcão dos Capelinhos começou a 27 de setembro de 1957, com origem no mar, a cerca de um quilómetro da costa noroeste da ilha, e terminou treze meses depois - a última emissão de lavas data de 24 de outubro de 1958.

Como lembra o decreto que institui a classificação de monumento natural ao Vulcão dos Capelinhos "a primeira fase de atividade caracterizou-se por grandes explosões, com a emissão de jatos de cinzas e colunas de vapor de água e gases vulcânicos, alternando com períodos mais calmos". Em novembro de 1957, o vulcão ligou-se à ilha do Faial.

"A acumulação dos 174 milhões de metros cúbicos de material emitido levou à criação de uma paisagem nova e com características muito específicas - o cone vulcânico atingiu uma altura de cerca de 160 metros e foram acrescentados 2,4 quilómetros quadrados à ilha do Faial", refere o mesmo documento, sublinhando que, com o fim da erupção "terminou o processo de construção de paisagem", mas iniciou-se um "novo processo de alteração e destruição da paisagem, em resultado da ação erosiva provocada por agentes externos, como o mar, o vento e as chuvas".

Em resultado deste fenómeno resta, atualmente, cerca de um quarto da nova paisagem criada aquando da erupção. As subidas diárias ao vulcão foram limitadas em 2017, em boa medida para tentar estancar o processo de erosão.

A erupção teve também enormes consequências para os habitantes da ilha - "ao provocar danos graves em habitações e a inutilização dos campos de cultivo, que ficaram cobertos por espessas camadas de cinza, desencadeou um significativo processo migratório, inicialmente com expressão nas zonas mais próximas da erupção, mas que, progressivamente, se alastrou a todo o arquipélago, tendo a população açoriana decrescido 27,4 % entre 1960 e 1991".

in dn.pt

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